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Mostrando postagens de janeiro, 2014
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tentando destroçar a própria alma, ele enterrava as garras de um matador, sedento e faminto por tudo, perturbado pelos demônios noturnos e pelos delírios diários na carne proibida, violando a pele, danificando o tecido subjacente que sangrava sob seus dedos e o fazia doer. ele doía pelos dias anteriores e pelos porres que terminaram numa simples ressaca e não numa revelação divina. ele doía pelas palavras afiadas que não o atingiram, porque precisava morrer, precisava deixar a pessoa velha e rabugenta cair na calçada e definhar. mas tinha medo das flores. tinha medo que depois de tantas metamorfoses e casulos podres que o sufocavam e o endureciam pudesse ser capaz de sair do corpo e sair da mente. ele cravava as unhas na pele e contaminava a si mesmo ao sentir aquele aroma de vida que invadia suas narinas. ele cravava as unhas na pele e coagulavam o passado e as renúncias que adoeciam sua alma pedinte por destroços, pedinte por novos começos, pedinte por qualquer coisa diferente de uma...
there's no back
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a verdade? você me destrói. você me destrói com os direitos de um criador, como se merecesse os créditos pelo coração que pulsa dentro de mim e faz acrescentar meus segundos nesta terra, pelos pulmões que inspiram o ar e a desistência expirada por todos aqueles que conseguiram seguir em frente... enfim, você me destrói. eu absorvo o mal de um mundo inteiro porque dessa maneira encontro esperança para lidar com o meu: você. você você você você em todas as coisas. eu me cerco de livros e músicas que me entristecem porque eu prefiro chorar sem motivo do que chorar pela sua tirania, pela sua crueldade ao cravar sua bandeira na minha carne e derrubar tudo e escravizar tudo. você me destrói quando me explora e me rouba as palavras que até então eu preferia manter ocultas. você me destrói quando abusa da minha carência e me salva, mas não de você. é o que você deveria fazer, amor: me salvar de você. às vezes me pergunto se sua consciência pesa ao pisar em mim. talvez não. com certeza não. ...