hoje foi um dia estranho. estranho como os em que eu acordo com um aperto no peito que eu não sei explicar como ou por que surgiu. fiquei pensativa e sem expressão. no entanto, algo queimava dentro de mim. eu estava em chamas, a ponto de externar a minha fúria com gritos e pedidos de socorro porque eu ainda não aprendi a suportar o peso de ser e sair ilesa. ao fim desses dias, eu fico ferida e passo os seguintes cicatrizando. estou doendo tanto pelos destroços, amor. estou doendo pelas minhas recusas, pela minha impotência, pelas minhas dúvidas sobre o que parece tão óbvio para as outras pessoas. eu olho para os rostos e me pergunto se eles também sentem que precisam arrancar a própria pele para respirar, se eles também sentem que o mundo aperta, sufoca e engole. eu estou pequena como jamais estive. eu estou rastejando à procura de algo em que eu possa me agarrar porque a minha fé ainda é um conceito, ainda é uma ideia em que eu trabalho todas as noites tentando chegar a uma conclusão...
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Mostrando postagens de setembro, 2015
a razão impera quando o amor desiste de lutar
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Os meus erros nunca foram tão errados quanto agora que uma parte de mim desistiu de lutar. Eu lembro que o que eu sentia era tão forte e tão fraco que me fazia pensar que o paradoxo de Camões era verdadeiro, apesar de eu achar que ninguém poderia definir o amor. Eu, pelo menos, não me atrevo. No entanto, eu disse que te amava naquela segunda-feira em meio aos carros, em meio aos prédios, em meio ao vento talvez do inverno porque eu prometi a mim mesma que iria florescer na próxima estação. Ali eu me dei conta de que não teria como voltar atrás porque externar uma parte de si é uma escolha. Eu escolhi me mostrar a você e você se mostrou também. Nós nos vimos sem aquelas máscaras que as pessoas usam quando saem de casa, porque acham que mostrar o rosto é sinal de vulnerabilidade e que só tem espaço no mundo para os que não choram. Por isso, por você ter arrancado a minha máscara, eu jamais poderia dizer a alguém que eu estava enganada quando disse que o meu amor era seu. Porque ele foi, ...
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às vezes eu gostaria de ter nascido um cachorro, uma tartaruga ou um peixe que vive nas profundezas do mar, onde a luz não chega. não é que eu não goste de ser da espécie humana, é que em alguns momentos eu não sei como me gerenciar. eu sinto como se não fosse dona de mim mesma, apesar de ser. não sei o que fazer com as coisas que eu sinto. não sei se devo guardar ou externar minha raiva, assumir ou suprimir o meu amor, matar ou deixar viver a esperança. não sei nem mesmo se devo me deixar sentir. já notou como sentir é complicado? já notou como às vezes você acorda com vontade de mandar o mundo inteiro ficar em silêncio? e como em alguns dias viver é insuportável? in-su-por-tá-vel a ponto de fechar as janelas do quarto e enterrar a cabeça no travesseiro, torcendo para o sono ser um remédio ou um alívio para um vazio sem precedentes, para um incômodo inexplicável que a vida gera naquele momento. no entanto, dificilmente o sono chega porque aquela se torna a hora de pensar-pensar-pensar...