areia
às vezes a tristeza se esconde no meu quarto
atrás da tinta
sob o piso
entre os fios do meu travesseiro
eu escuto as risadas que entram pela janela
e elas me impactam como o choro de uma criança faminta
eu quero chorar junto
eu quero gritar por estar rodeada de uma sentimento bastardo
porque eu não o reconheço
eu não reconheço que o meu inteiro é fragmentado
e que às vezes eu também me escondo
atrás da tinta
sob o piso
entre os fios do meu travesseiro
porque eu sou finita
porque a minha mente é um monte de areia
e eu não sei que vento me tornar
porque eu tenho que lutar pelo paraíso todos os dias
e não posso perder
essas risadas me atormentam
porque eu ainda não consigo rir
Evelyn Cardoso
atrás da tinta
sob o piso
entre os fios do meu travesseiro
eu escuto as risadas que entram pela janela
e elas me impactam como o choro de uma criança faminta
eu quero chorar junto
eu quero gritar por estar rodeada de uma sentimento bastardo
porque eu não o reconheço
eu não reconheço que o meu inteiro é fragmentado
e que às vezes eu também me escondo
atrás da tinta
sob o piso
entre os fios do meu travesseiro
porque eu sou finita
porque a minha mente é um monte de areia
e eu não sei que vento me tornar
porque eu tenho que lutar pelo paraíso todos os dias
e não posso perder
essas risadas me atormentam
porque eu ainda não consigo rir
Evelyn Cardoso
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