nômade
você me olhou e eu
senti o meu corpo inteiro estremecer.
seu olhar foi como um soco que me lembrou de como eu gosto do seu meio sorriso e de quando a gente começa a discutir por coisas bobas só por discutir, só pra zombar da cara do outro e cair na gargalhada depois.
eu lembrei que você foi o primeiro a me despir de corpo e de alma também.
você sempre me enxergou. você sempre viu o meu medo de viver nesse mundo louco onde as pessoas conseguem ser mais loucas ainda. você não se importou com a minha loucura.
você me abraçou. você me deu um amor livre de cobrança e de culpa e de porquê.
você me amou, porque me amou.
eu te amei, porque te amei.
foi linda a eternidade do que a gente sentiu e deixou se perder por aí. perdido, sim. porque o que é eterno não tem início nem fim. nós simplesmente encontramos algo um no outro e sentimos até não podermos mais. pegamos aquele sentimento e deixamos que morasse em nós até que fosse a hora de partir.
talvez o amor seja um nômade.
e talvez ele volte.
ele pode estar procurando o caminho de volta porque pelo mundo à fora não encontrou alguém com os olhos cheios de rebeldia como os seus. não encontrou um coração bom o suficiente ou sente falta do calor do seu abraço e de como você sabia falar as palavras certas. ele pode estar com saudades do modo como eu te desejava urgente e tranquila e de como os nossos paradoxos sempre faziam sentido. pode estar com saudades de como o meu corpo se acendia inteiro, de como eu virava luz quando você estava por perto simplesmente por estar por perto.
o meu corpo estremeceu com o seu olhar porque eu também senti falta de tudo isso.
eu senti falta de você inteiro: do seu cheiro, do seu toque, da sua sobrancelha franzida que precede uma risada absurdamente gostosa, da sua barba no meu pescoço, da sua voz, do seu senso de humor e de humanidade, da suas roupas espalhadas pela casa... do seu corpo no meu.
eu ainda amo você,
porque te amo.
Evelyn Cardoso
seu olhar foi como um soco que me lembrou de como eu gosto do seu meio sorriso e de quando a gente começa a discutir por coisas bobas só por discutir, só pra zombar da cara do outro e cair na gargalhada depois.
eu lembrei que você foi o primeiro a me despir de corpo e de alma também.
você sempre me enxergou. você sempre viu o meu medo de viver nesse mundo louco onde as pessoas conseguem ser mais loucas ainda. você não se importou com a minha loucura.
você me abraçou. você me deu um amor livre de cobrança e de culpa e de porquê.
você me amou, porque me amou.
eu te amei, porque te amei.
foi linda a eternidade do que a gente sentiu e deixou se perder por aí. perdido, sim. porque o que é eterno não tem início nem fim. nós simplesmente encontramos algo um no outro e sentimos até não podermos mais. pegamos aquele sentimento e deixamos que morasse em nós até que fosse a hora de partir.
talvez o amor seja um nômade.
e talvez ele volte.
ele pode estar procurando o caminho de volta porque pelo mundo à fora não encontrou alguém com os olhos cheios de rebeldia como os seus. não encontrou um coração bom o suficiente ou sente falta do calor do seu abraço e de como você sabia falar as palavras certas. ele pode estar com saudades do modo como eu te desejava urgente e tranquila e de como os nossos paradoxos sempre faziam sentido. pode estar com saudades de como o meu corpo se acendia inteiro, de como eu virava luz quando você estava por perto simplesmente por estar por perto.
o meu corpo estremeceu com o seu olhar porque eu também senti falta de tudo isso.
eu senti falta de você inteiro: do seu cheiro, do seu toque, da sua sobrancelha franzida que precede uma risada absurdamente gostosa, da sua barba no meu pescoço, da sua voz, do seu senso de humor e de humanidade, da suas roupas espalhadas pela casa... do seu corpo no meu.
eu ainda amo você,
porque te amo.
Evelyn Cardoso
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